3.11.14

Tudo vibra. Não percebe?
Não.
Não escuta o som.
Sim, mas...
Não sente calor.
Sim...
E o vento?
Aonde quer chegar? O que quer dizer?
Entender a vida.

18.10.14

Essa noite não terminava. Era um sonho comprido onde tudo coube.
Eu não sei quando ele começou. Não tenho como dizer quando ele acabou.
Uma pessoa que amo apareceu e me explicou coisas. Sobre si e tudo o mais.
Calmamente a olhava. Ela me estendia as mãos a todo momento. Me dizia por onde seguir.
Conversamos tudo que queríamos.
Acordei e tentei dormir novamente. Queria lhe dar as mãos novamente. Tomar novamente aquele café com o gosto do seu sorriso imenso.
Levantei da cama e fui trabalhar.
Ora, há tantas pessoas reais em minha vida. Pessoas que igualmente não saberia viver sem elas. E que não vivo.
Mas, à minha cara amiga, digo quem sou e todos os meus sonhos. Toco seu rosto e mundo se desfaz.
Digo a ela que vejo amor em tudo a nossa volta. E nós observamos.
Sim, claro que sei que sonhos não são realidade. São um amontoado de coisas que ficam ali guardadas no nosso cérebro e saem quando acham um espaço.
Sim, sei que não tenho idéia de onde ela pode estar a caminhar agora. Ou se amor seria algo que posso esperar de alguém que amo. E certo é que, ao fim, a amo.

Mais tarde irei para minha cama e quem sabe a encontro novamente. Acho difícil, mas estarei esperando. Da mesma forma como ainda, por vezes, me descubro esperando.
De qualquer forma, amanhã pela manhã farei meu café amargo e escutarei meu rádio como sempre.
Escrever as coisas de sempre.

23.6.14

A razões para essa página. A principal não mais me fez vir e tentar fazê-la sorrir para mim.
Ela continua lá a escrever tentando dar razão a própria vida.
Não sei até onde irei lembrar de seu rosto de anos. Não lembro nem do meu, triste como era.

"Sente-se, por favor. Aceita um café?"
"Como você está?"
"Pela manhã seu olhos são claros, sabia?"
"Estava em pensado e ir ao parque. Quer ir comigo?"
"Você tem um sorriso tão grande..."
"Hoje você está tão bonita."

A vida nunca foi tão triste como eu imaginava. Isso foi um grande erro.

15.9.13

A falta de A.

Quis tocá-la nesta manhã de domingo.
Tocar Seu rosto.
Tocar Suas notas.
Tocar Sua luz.
Tive saudade dela neste momento.
Saudade De lhe escrever.
Saudade De lhe observar passando pelos corredores.
Saudade De desejá-la.


29.7.13

Bela. Sempre bela.

Continua bela. Os olhos, O sorriso, Os gostos. Continuam.

Uma breve mensagem dizendo "Olá!" ou algo mais simples. Seria um bom dia, uma boa noite. Algo não esperado (sem esperanças) por mim.

Continua bela, não deixará de ser.

Que não isso não morra, minha amiga. Não deixemos isso. Já não deixamos mesmo.

Terá minhas mãos e todo o meu cuidado para lhe receber.

A Cavalleria Rusticana me fez querer escrever agora. Sempre escuto. Música e sua imagem sempre me trouxeram até aqui. Sempre. Agora Nimrod. Sempre.





19.7.13

Tempo.

Não era nosso tempo. Não era mesmo. Não eramos para sermos.


Como termina? Não sei. Você não sabe. 


Estamos próximos? Sabemos que sim. E isso (não) nos mantêm atados.





















Ainda há o desejo. E não depois de tudo.

27.5.13

Entrega, luz, espera.

Sou sempre o primeiro a se entregar, e sempre o último a apagar a luz.
Entretanto, houve uma vez que uma pessoa já esperava pelo meu primeiro olhar.
Essa é a única luz a esperar que eu a apague.